Recuperação extrajudicial muda perfil e atrai empresas de menor porte
Ainda muito menos difundida (e utilizada) do que a recuperação judicial, a recuperação extrajudicial vai aos poucos ganhando terreno no Brasil, especialmente porque começou a se mostrar uma opção atraente para empresas de médio porte.
Segundo um diagnóstico feito pelo Observatório de Recuperação Extrajudicial (Obre), que compila dados sobre esse mecanismo, o ano de 2025 registrou um crescimento no número de empresas interessadas nas chamadas RExtras, ao mesmo tempo em que se verificou uma queda no valor total da dívida negociada pelas companhias. E não há nenhuma contradição aí: trata-se apenas da confirmação de que o instrumento não está mais restrito a empresas gigantescas.
No ano passado, o observatório compilou 78 casos de homologação de RExtras, um aumento de 21,8% na comparação com 2024, quando foram registradas 64 homologações. O valor negociado, no entanto, caiu bruscamente: de R$ 39,74 bilhões em 2024 para R$ 15,69 bilhões em 2025.
Baixa adesão do agro
A agropecuária liderou os pedidos no último trimestre de 2025, com 493 empresas em RJ.
No mesmo período, as empresas que atuam com cultivo de soja concentraram a maioria dos pedidos, seguidas por aquelas de criação de bovinos para corte e de cultivo de cana-de-açúcar.
Fonte: Consultor Jurídico
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Depoimentos
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