Nova fase do compliance no Brasil: o desafio de sair do papel
Em 2025, a Lei Anticorrupção completa 11 anos. Apesar de avanços, o compliance no Brasil ainda enfrenta o desafio de sair do papel e se tornar prática efetiva. Embora a maturidade das empresas tenha crescido, o avanço é lento e, muitas vezes, só ganha destaque em crises, quando deveria ter caráter preventivo.
A nova legislação para contratações públicas pode mudar esse cenário, exigindo programas de integridade como requisito ou critério de desempate em licitações. Em obras e serviços de grande porte, as empresas terão até seis meses após o contrato para implantar ações como código de ética, políticas antifraude, canal de denúncias e treinamentos periódicos. Essa adequação exige investimento e engajamento da alta liderança para evitar programas superficiais.
No ESG, a pressão regulatória e de mercado cresce. Em 2024, 51% das empresas brasileiras já adotavam estratégias de sustentabilidade, e a tendência se intensifica com normas internacionais como a CS3D da União Europeia e os relatórios IFRS S1 e S2, que exigem auditorias e padrões globais. O desafio é diferenciar empresas realmente comprometidas daquelas que tratam o tema apenas como marketing.
Na inteligência artificial, além da regulamentação em andamento, cresce a incorporação de ferramentas no dia a dia corporativo. Contudo, faltam debates sobre riscos legais, limites éticos e responsabilidades no uso dessas tecnologias.
Em um cenário de mudanças regulatórias e pressões externas, empresas que tratarem compliance, ESG e IA de forma estratégica estarão mais preparadas para competir e se manter relevantes no mercado.
Fonte: Jota Info
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